Modelo do negócio futebol

O Diário Lance! mais uma vez presta uma contribuição inestimável ao futebol, em particular, e ao esporte brasileiro, em geral, com esta série de reportagens que bem poderia ser intitulada: "Olha o que vocês estão deixando de ganhar".

Em verdade, nosso futebol poderia ter um status de NBA. Mas, o mercado brasileiro não é o mercado americano, diriam os mais céticos -ou ainda aqueles com complexo de inferioridade. Temos uma das maiores economias do mundo. Estamos entre os países com maior verba publicitária do mundo. Por que, então, nosso futebol vive combalido e envolto pelas brumas do ceticismo?

Para simplificar o modelo do negócio futebol, desenvolvi uma figura. No topo o TORCEDOR, objetivo maior de qualquer clube, que representa seu mercado. Para conseguir torcedores são necessários TÍTULOS e ÍDOLOS. 

A estrutura para alcançar os objetivos está representada pela pirâmide. A parte mais visível para o torcedor é o TIME. Num segundo estágio viria o ESTÁDIO, hoje fundamental no composto de receitas de um clube. Finalmente, a base ou a fábrica, que é o CT (Centro de Treinamento), produzindo atletas para consumo interno e para exportação.

A partir desta visão sistêmica, fica mais fácil entender algumas das razões que tornam o atual modelo de gestão tão distante das necessidades do esporte de alto rendimento -sobretudo por preservar uma estrutura administrativa baseada no voluntarismo dirigencial.

Hoje vemos os clubes atolados em dívidas. Quem está a gerenciá-las são dirigentes eleitos, que tem autoridade, mas não tem responsabilidade -responsabilidade

pelo menos sob o ponto de vista de horários a cumprir.

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