6 - Dissecando o modelo - nível operacional - diretoria de negócios (atividades meio)

Depois de falarmos da diretoria responsável pela atividades fim (sócio-esportiva), vamos agora para a atividades meio, envolvendo marketing, comunicação e tecnologia.

Ao assumirmos o Fla Olímpico, tinha como coordenadores - voluntários em tempo integral - o Paulo César Pereira (mkt), o George Milek (comunicação - apoio de sua base em Petrópolis) e o Alexandre Pires (tecnologia). Esta estrutura está detalhada no site www.flabasquete.com - seção Fla Olímpico.

Sem verbas, usando a ferramenta NING (www.ning.com), que permite criar rapidamente uma rede social, desenvolvendo alguns produtos e serviços, fomos ao mercado e, nestes 5 meses, conseguimos levantar perspectivas de negócios, em novas fontes, na ordem de R$ 3 milhões, tendo um orçamento anual de R$ 7 milhões.

O fato é que o basquete, único esporte "profissional" que herdamos naquele momento, saiu de salários e parcelas intermediárias atrasadas em 4 meses, para a regularização total, no dia 28 de junho quando terminou nosso compromisso no departamento.

Atualmente, o Flamengo não tem um departamento de comunicação, que englobe ações de publicidade, promoções, eventos, relações públicas, assessoria de imprensa, ferramentas digitais, etc. Algumas até existem, distribuídas por diferentes setores, sem qualquer sinergia. A identificação dos públicos e externos, bem como as ações dirigidas a eles, são igualmente pulverizadas.

O Flamengo, a meu ver, é ao mesmo tempo um produto e um veículo de comunicação. Produto representado por seus jogos e veículo quando seus uniformes se transformam em espaços publicitários, concorrendo com outros meios tradicionais e modernos.

Quando incluímos um clube social (Fla Gávea) aí temos um outro papel - o de prestador de serviços - exigindo outras experiências, outro tipo de comunicação, marketing e relacionamento. A base para a prestação de um bom serviço é o funcionário motivado, treinado, ou seja, um departamento de recursos humanos é fundamental. Pois o Flamengo e maioria dos clubes não tem o RH na dimensão que deveriam ter, se restringindo, quando muito, à um setor do departamento de pessoal.

Implantar um novo modelo de gestão conciliando "negócios" de natureza distintas não é tarefa simples como podem ver. Daí tentarmos buscar uma visão simples, como vimos discorrendo até agora, sintetizada em 3 pilares:

- Atividades fim (clube social, futebol, remo, esportes olímpicos)
- Atividades meio (marketing, comunicação e tecnologia)
- Atividades de retaguarda (planejamento, finanças, administração, jurídico, RH, etc).

Próximo post - 6 - Dissecando o modelo - nível operacional - diretoria economica (atividades de retaguarda)